sábado, 9 de outubro de 2010
NOSSAS ESCOLHAS AMOROSAS
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
A LUA DE CADA UM
A astrologia é fantástica. Traz consigo a possibilidade de adquirir um conhecimento sobre nós mesmos que nem anos a fio de psicoterapia é capaz. Se fixarmos a atenção em um único planeta do nosso Mapa Astral, quantos mistérios é possível desvendar !
Olhando a Lua Cheia, ponho-me a pensar sobre a posição da Lua e sua relação com os outros planetas no Mapa Astral de cada um. Quanta coisa nos revela sobre a infância, a relação com a mãe, os hábitos, as reações emocionais... Basta observar como reagimos diante de acontecimentos que superam o limite de nossa segurança emocional. Cada um de nós reage de um jeito, mas em geral, há uma retração quase instantânea em busca do mais conhecido e familiar, tratando de obter um refúgio nas memórias da infância, na crença de que assim, estaremos protegidos. Vamos aos exemplos?
Que tal uma lua em câncer, que ao enfrentar o desconhecido, assusta-se como um caranguejo e volta pra sua casinha, negando-se a sair dela na convicção de que só o fato de esconder-se em casa irá resolver seus problemas. Ou uma lua em Sagitário, acostumada a dispor de liberdade e abundância e que diante do obstáculo que a oprime, compra uma passagem para qualquer lugar que lhe permita tomar distancia para sentir-se livre e escamotear seus medos. Claro que os medos voltam a assombrá-la, mas sempre haverá um outro lugar exótico onde poderá continuar se escondendo.
Lua em Gêmeos! Essa é interessante. A emoção bate em sua porta, ela responde lá de dentro do seu intelecto: “Por que? O que você quer? Me explica!” E corre para ler um livro que fale sobre a emoção que a aflige... Como pedir a essa Lua que responda emocionalmente ao estímulo, se sua reação primeira é falar, verbalizar, buscar explicações? Esse é o mecanismo que a acalma, a faz sentir segura e acolhida diante do desafio que se lhe apresenta.
Quando a Lua dialoga com os outros planetas, nem sempre de forma amigável, cria desafios ainda maiores, tornando mais complexo seu mecanismo reativo e exigindo do sujeito um esforço adicional na busca de auto-integração.
Encontrando a Lua num bate-boca com Urano, pode acontecer o clássico medo ao abandono. É como se esse contato pensasse: “alguma coisa vai acontecer. Justo agora que estou me envolvendo, você vai puxar meu tapete e me deixará sozinho.” Daí que se sinta constantemente assustado e ameaçado, com medo de que o abandonem. E então o que faz? Abandona primeiro, antes que o façam! Ai, Urano!... Imaginem vocês o drama: enquanto a Lua quer que a acolham e cuidem, quer a intimidade e carinho, Urano suplica por espaço para que possa respirar. Realmente, é uma situação bastante incomoda. Esse tipo de contato pode se manifestar de muitas diferentes formas, mas a idéia é basicamente essa.
E o que dizer de um contato Lua-Saturno? Um colecionador de danos, diria um astrólogo famoso. Parece que exala o sentimento de que nunca teve o suficiente, e pior ainda, de que nunca vai conseguir o que necessita, e se consegue não será capaz de conservá-lo. Que buraco de carência, essa criança faminta. No entanto, ninguém percebe o drama, pois se esconde atrás de uma eficiência e controle invejáveis.
Plutão não deixa por menos, quando aparece tensionando a frágil Lua. Medo de ser humilhado, destruído? “Ninguém terá poder emocional sobre mim! Não me mostro, e se posso, manipulo, exijo”. Quanta ferida emocional há por detrás desse controle, sempre se assegurando de que pode bater duro de volta, se for rejeitado ou humilhado.
A Lua também tem seus talentos, em qualquer lugar que se encontre. Quando essa parte do nosso psiquismo integra-se com o restante do mapa, permite uma compreensão maior do nosso próprio mundo emocional. Integrada ao sistema, essa Lua já não rouba energia distorcendo as outras funções psíquicas. Quanta habilidade mostra a Lua geminiana quando consegue colocar em palavras suas emoções. Que capacidade para conectar-se com as necessidades emocionais do outro tem a Lua no signo de Câncer e como responde com sensibilidade à solicitação emocional de outra pessoa, criando um clima de acolhimento e satisfação.
O que dizer da lua sagitariana, com sua vitalidade e confiança na vida, transmitindo otimismo e alegria, num campo de energia pleno de generosidade e confiança na expansão.
Mesmo os aspectos difíceis, que nos empurram a um aprendizado forçado, podem traduzir-se, ao longo dos anos, em recursos inestimáveis para a expressão de um Eu mais verdadeiro.
Insisto: a Astrologia é realmente fantástica, concordam comigo? E esse luar entrando pela janela evoca uma cena deliciosamente bucólica de minha infância em Baturité...
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Sob um transito de Plutão
terça-feira, 24 de agosto de 2010
PREVISÕES ASTROLÓGICAS
Se fizesse previsões desse tipo, com certeza teria muitos clientes, todos ávidos por saber o futuro, e estaria ganhando muito dinheiro! Pensar sobre o tema me remete a um evento que ocorreu este ano, quando até um polvo fazia prognósticos que, nesse caso, foram mais acertados que os de qualquer astrologo, vidente, tarólogo e assim por diante.
A copa do mundo deixou-nos momentaneamente hipnotizados por um mês, a midia não falava sobre outro assunto e como não podia faltar, varios profissionais apareceram na TV, nos jornais e na internet dando seus palpites sobre os jogos e os vencedores. É aqui onde cabe algum esclarecimento. A esse tipo de previsão, eu chamaria de profecia. No Aurelio, a definição de profecia é: predição do futuro feita por um profeta, oráculo, vaticínio, presságio. Hipótese, suposição , conjetura.
E quando buscamos por previsão, está escrito: ato ou efeito de prever, antevisão, presciência. Estudo ou exame feito com antecedencia. Cautela, prevenção.
Quando queremos saber quem vai ganhar a copa ou a presidência da república, estamos atrás de uma profecia, uma adivinhação. Que, estatisticamente, tem cinquenta por cento de possibilidade de acerto!
Agora, se alguem está em crise, inseguro quanto ao futuro, sem saber como lidar com as desafios que se apresentam, então aí é onde o trabalho do astrológo pode ser de extrema valia. Nesse caso, fazer previsões baseia-se num estudo prévio das energias que estão em jogo, não para dizer ao cliente o que deve ou não fazer ( exceção, talvez, da astrologia eletiva ou horária), mas para orienta-lo sobre como lidar com o tipo de energia que está por vir. Sabemos qual é essa energia, mas não sabemos como ela vai se manifestar. Se soubessemos exatamente como, seriamos ótimos videntes, profetas e estaríamos com a agenda repleta até o ano 2015, provavelmente!
Não podemos afirmar que um divorcio está a vista, deixando o cliente sem escolha, mas podemos mostrar-lhe que, se não houver uma mudança significativa numa relação deteriorada, provavelmente haverá uma ruptura drástica, porque aproxima-se um momento de mudança e renovação. É uma lei básica da vida: se não fizermos nossa parte, a vida fará por nós, quase sempre através da dor. Ter o estudo astrológico como aliado, implica alguma escolha ou pelo menos algum grau de consciência que nos permite transitar pelas crises ganhando maturidade e poder de decisão. Diferentemente, quando alguém nos profecia que está por vir um divórcio, deixa-nos vítimas do destino, marionetes dos planetas que, inexoráveis, determinam nossa sorte.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
SATURNO E OS MECANISMOS DE DEFESA – PARTE II
Basicamente, Saturno produz privação. Algo nos foi negado, mas como os planetas refletem apenas um modo de percepção e nem sempre refletem a situação real, temos que descobrir se realmente houve algum tipo de privação ou se foi nosso grau de exigência e de importância que não nos permitiu aceitar ou reconhecer o que nos foi dado. Como menciona Liz Greene , em seu livro “Saturno”, ele simboliza tanto um processo psíquico como um tipo de experiência, porém a sensação é de que algo nos foi negado, algo que necessitávamos e, por isso, nos tornamos limitados, restritos, inadequados, “subnutridos” numa area particular de nossa psique. E enquanto não alcançarmos um grau de consciência da ferida saturnina, estaremos condenados a produzir defesas inconscientes que nos anestesiam e nos alienam, mantendo-nos afastados de nossa essência. Como fazemos isso? Compensando nosso sentimento de inadequação, seria um exemplo. Pode ser uma falsa compensaçao, como quando fingimos que somos ótimos naquilo que secretamente sentimos que temos dificuldades. Alguem com Saturno em Gêmeos pode se gabar de ser um ótimo comunicador, insistindo em pronunciar e escrever as palavras de forma obssessivamente corretas. Porem, atras dessa pseudo-superioridade intelectual pode esconder uma profunda inadequação na arte de estabelecer amizades e laços sociais .
Outro mecanismo de defesa de Saturno é quando projetamos lá fora aquilo que nos assusta, nos restringe e nos faz sentir inadequados. Culpamos o outro por todos nossos males. O marido é um sacana, a mãe é castradora, o chefe boicota nosso crescimento….foram eles que não nos deixaram crescer, realizar, vencer, superar. Saturno é extremamente sutil em construir defesas. Podemos evitar lidar com nossas dificuldades escolhendo justamente pessoas que nos impedirão de enfrentar nossos medos mais profundos. Quando esse planeta está em Escorpião, podemos evitar um relacionamento mais íntimo e profundo, recusando compromisso ou escolhendo alguém com algum bloqueio sexual ou emocional, assim evitamos encarar o doloroso fato de que temos dificuldades com a própria sexualidade.
Talvez um das defesas inconscientes saturninas mais graves seja o desprezo. Define-se desprezo como um intenso sentimento de desrespeito e antipatia, semelhante ao ódio, mas que implica um sentimento de superioridade. Quando desprezamos, estamos desconsiderando o outro como alguem que possa ter algum valor ou atenção. Quando sentimos desprezo, nos sentimos superiores. Uma constrangedora maneira de evitar reconhecer nossas proprias inadequações! Desprezo parece estar conectado com o sentimento de humilhação e inadequação que frequentemente encontra-se no centro das defesas saturninas.
Bem proximo ao desprezo surge, quase sempre, o orgulho. Não o orgulho solar que reflete auto confiança e auto-estima elevada. O orgulho de Saturno é uma defesa inconsciente contra seu sentimento de inferioridade e inadequação. Nega que necessita ajuda e amor do outro. E nega-se a oferecer ajuda e apoio àqueles que o necessitam. Nota-se tal reação nos capricornianos em geral, regidos por Saturno. Estes vestem sua máscara de independência e autonomia e parecem ter um cartaz colado na testa que diz: “nao preciso de ninguém, me viro sozinho!”
Saturno utiliza vários mecanismos inconscientes em um inútil afã de esconder sua vulnerabilidade, no entanto, não é só dor e restrição. É possivel essa experiência para alcançarmos auto-consciência e gradualmente ir percebendo o significado de nossas próprias vidas. Há um longo caminho a ser percorrido para que isso aconteça. Se entendemos o suficiente da linguagem astrológica, comecemos observando onde está Saturno em nossos mapas, em que signo e casa se encontra, que aspectos faz. Podemos nos surpreender com as descobertas, mas é preciso ter cuidado para não nos dissociarmos completamente de nossas feridas quando alguém trata de desvelá-las para nós, tendo a típica reação: “Do que é que ela está falando? Eu não sou ou não me sinto assim!” Dissociação pode ser uma outra defesa contra a dor de Saturno…
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
SATURNO E OS MECANISMOS DE DEFESA - parte I
Se o inconsciente falha em seu propósito,as partes suprimidas podem aparecer em forma de defesas da personalidade, em forma de doenças ou em projeções em outros indivíduos. Parece simples, não? Basta saber que há algo em nós que tenta alcançar um equilíbrio que preserve nossa saúde, fazer as pazes com as partes não vividas e vivermos felizes para sempre!
Quando nascemos, nos deparamos com um padrão de energia que nos acompanhará pelo resto da vida. Esse padrão foi codificado, através da observação e da experiência ao longo dos tempos, como o mapa astrológico. Esse mapa reflete fielmente o estado cósmico no momento do nascimento do indivíduo. O campo vibracional que o mapa simboliza vai se manifestar, ao longo da vida do indivíduo, como características psíquicas, vínculos e acontecimentos que ele deverá viver.
Claro que não é suficiente conhecer esse estado cósmico para encontrarmos o equilíbrio e resolver nossos problemas com o mundo. Mas que ajuda muito, ajuda!
Pensemos em nossos mecanismos de defesa. Todos nós desenvolvemos defesas de alguma forma, como algo inerente à nossa natureza. Defesas, como diz Liz Greene, não são negativas, é a maneira de garantir a sobrevivência em qualquer nível. Porém há defesas que podem ser altamente destrutivas quando se tornam tão rígidas e fechadas que impossibilitam o diálogo.
O mestre das defesas é o planeta Saturno. Todos o temos em algum lugar no mapa. Descobrir como ele funciona e como lidamos com este tipo de energia pode ser uma experiência fascinante. É como tirar a máscara e descobrir que na realidade não precisávamos tanto dela para nos proteger e, mais ainda, a máscara impedia-nos de ver com clareza o caminho de realização e plenitude de potencial que se descortina à frente.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Plutão, Capricórnio e a função paterna
Dizem os psicanalistas que a função paterna funciona como reguladora do desejo, organizadora da entrada do sujeito no mundo da linguagem, legisladora, limitadora, pacificadora. É preciso, segundo eles, que se sustente então a função fálica, o poder do pai. Com isso, eles querem dizer que o pai muito bonzinho, compreensivo e tolerante não consegue muitas vezes cumprir tal função, deixando seu filho carente de um registro, ou de uma marca com a qual possa referir-se como “sou filho de alguém” na qual se sustentaria.
Não é fácil exercer a dura função de pai, função simbólica que não remete exclusivamente à existência de um pai biológico. Simbólica porque é ela que vai estruturar todo nosso ordenamento psíquico. Como? Ocupando o pai o lugar daquele que frustra com habilidade, que nos depara com a impossibilidade de completude. E ao introjetarmos essa frustração primordial é que vamos em busca de realizações, por isso é o pai que regula o nosso desejo: ter ou não ter ambição, ter capacidade de luta ou incompetência, confiança ou falta de autoconfiança, força de vontade, determinação ou timidez, insegurança. Esse pai tem que segurar a barra, pôr limites quando a mãe quer facilitar tudo ao filho, trazer a Lei que vai regular o desejo, defrontando o filho com a impossibilidade de uma satisfação completa. Ele é o “terceiro” que vai romper a relação simbiótica de mãe-filho, estruturando-o como sujeito que deseja (e que, portanto, não se acomoda).
A função paterna é a que sustém a coerência de um mundo, garantindo com sua presença que o caos não prevalecerá. Proíbe e exclui, mas o faz para proteger e permitir que surjam outras possibilidades.
Lei, autoridade, Estado, pai...uma cadeia de significados equivalentes que se encontram no interior do simbolismo de Capricórnio.
Em 2008, Plutão entra em Capricórnio, após 13 anos passeando por Sagitário. Seus primeiros sinais já se fizeram ver quando a menina Isabela, de apenas 5 anos, foi jogada pela janela por seu pai. Indignação em todo o país e até mesmo no mundo. Um crime que abala profundamente a instituição família, que já vem sofrendo tantas transformações nas últimas décadas. Temos a impressão de que agora chegamos ao fundo do poço. Aquele que deveria proteger e cuidar é quem nos atira pela janela.
Quase de forma simultânea surge a noticia vindo da Áustria do pai que manteve a filha e três crianças nascidas do incesto presas em um porão durante 24 anos. Uma história de abuso sexual, de filhos gerados e criados em um cubículo sem nunca terem visto a luz do dia. Por que esta história aparece justo agora? Aqui vemos a energia plutoniana emergindo da escuridão, destapando os horrores escondidos no porão do nosso inconsciente coletivo. Mais uma vez é a figura paterna que se torna ameaçadora e ameaçada.
Em sua passagem por Capricórnio, Plutão testa o poder do pai, da lei, do limite. Destrói para construir. O que surgirá depois ainda é uma incógnita.